ALERTA AOS PAIS
(mais uma vez)
Estamos diante de mudanças comportamentais de crianças e adolescentes bastante preocupantes. E observo muitas vezes pais desconcertados e sem saber o que fazer. E posso dizer que continua valendo a regra de se colocar limites com bastante firmeza, objetividade e lucidez, pois um cérebro infanto-juvenil em formação não tem a menor condição de fazer isso.
E os diagnósticos se multiplicam, quando na verdade cabem algumas perguntas aqui:
Qual a qualidade de sono de seus filhos? (sim, eles precisam dormir cedo)
Seus filhos brincam ao ar livre, interagindo com a natureza e outras crianças? (o tão necessário desenvolvimento de aptidões sociais)
O uso de telas é utilizado de forma limitada? (estudos recentes demonstram que o uso excessivo de telas altera o desenvolvimento neurológico saudável, produzindo comportamentos disruptivos, irritabilidade, dificuldade em se aceitar regras e limites, baixa capacidade de foco e concentração)
A vida não cabe na tela de um celular. Jamais. E é assustador perceber que esta “enxurrada de diagnósticos” poderia estar sendo evitada. É claro que dentro de condições muito específicas, diagnósticos precisamente bem feitos tem o poder de auxiliar as condutas terapêuticas e medicamentosas necessárias, mas percebo e observo que as coisas estão indo muito além do desejável.
Como sempre digo, educar filhos dá muito trabalho, e os pais têm seus momentos de cansaço, é claro. Mas posso afirmar que a escolha será entre o cansaço de agora e a sensação de dever cumprido no futuro, ou a constatação de que muita coisa poderia ter sido feita diferente e a sensação de responsabilidade perante tão alarmante situação.
Posso estar parecendo “muito dura”, mas o que mais uma vez aqui escrevo, é fruto de imensa preocupação. Ainda dá tempo. Pode dar trabalho mecher neste estado de coisas, mas ainda dá tempo. Pensem nisso com carinho e se precisarem conversar estarei aqui. 


Monica Cristina Guberman
Psicóloga Clínica
Psicoterapia e Saúde Mental
Orientação de Pais
Manejo de Crises
