As crianças não tem um cérebro maduro capaz de regular suas emoções e impulsos. Isso é neurológico. E cabe aos pais este papel quando eles dizem “não”, quando colocam limites, quando apresentam contornos seguros de funcionamento na vida, quando vão auxiliando a criança a compreender os mecanismos deste mundo concreto.
Quando os pais ficam inseguros em relação ao seu papel, quando querem ter uma relação de ‘amiguinho’ com suas crianças, quando temem “perder o amor de seus filhos”, quando acreditam que “seus próprios pais foram autoritários e eu vou fazer diferente”, o rumo das coisas lamentavelmente se perde, e consequências muito sérias virão.
Existe “uma janela de oportunidade” que não pode ser perdida, onde certos parâmetros são desenvolvidos ainda em tempo. E este tempo é a infância e a adolescência. É neste período que os pais cumprem importante missão: auxiliar o crescimento saudável de seus filhos no sentido bio-psico-social. E isto não tem acordo, isto não tem ‘jeitinho’, isso não tem ‘o meu jeito de educar’, não é assim que as coisas funcionam.
Posso parecer muito ‘dura’ com a maneira como aqui descrevo este desconcertante cenário, mas tenho me sentido extremamente preocupada com o rumo rápido e bastante crítico que as coisas estão tomando. E peço a vocês que pensem nisso tudo com muito carinho. E se precisarem conversar estou aqui.

Vamos compreender o que se faz necessário, e buscar novos caminhos e soluções.
Monica Cristina Guberman
Psicóloga Clínica
Saúde Mental
Psicoterapia
Orientação de Pais
Manejo de Crises
CRP 06-84011
